quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

not another teen movie

Preciso de acordar e não seres a primeira coisa em que penso.
Preciso que seja fácil dormir e sonhar outra vez.
Preciso de não me lembrar de ti trezentas vezes por dia e de esquecer que já estás noutra.
Preciso que não me perguntem por ti e que não me apoquente em que estado estarás.
Preciso de não responder que o meu marido é especialista sempre que me pedem uma opinião.
Preciso que o piloto automático não me leve para aquela casa.
Preciso que não passes de uma recordação distante de um sonho que nunca existiu.

E acima de tudo preciso de acreditar que o dia em que vou deixar de precisar disto tudo está já aí ao virar da esquina. E de recordar quem sou: nothing but a selfish little bitch.


kinda missing the dark side

terça-feira, 14 de setembro de 2010

adeus.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

no plan B

Acordo afinal, indolente e alheada. Já não sei quem somos ou o que queremos. Podia tudo ter corrido bem, e isso seria o simples resultado de deixar as coisas correr. Mas não é assim tão simples (nunca é assim tão simples). Eu deixo as pequenas coisas intrometer-se e arruinar os nossos sonhos. É o que eu faço desde sempre e não sei como parar.
Agora quero voltar atrás e seguir em frente. Procurar-te e esquecer-te. Quero acreditar e desistir, ficar nos teus braços e deixar-te seguir. Quero que me deixes em paz e que corras atrás de mim. Ligo-te todos os dias porque não suporto a espera...

Queria que fosse diferente, que fosse fácil, que a distância não importasse, que de alguma forma conseguisse fazer isto funcionar, que as nossas semelhanças pesassem mais e as diferenças menos. Conseguir pensar apenas naquele concerto, naquela flor, naquelas palavras.

Talvez não seja capaz. Talvez eu não seja capaz, nunca.



*anyway… agora já não ligas*

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Não me apetece falar nem mexer. Incomoda-me pensar em sair. Não quero olhar para ninguém.
Nem sequer me apetece ouvir música ou cantar.
Quero só ficar aqui a rever cálculos e raciocínios. A testar mapas e emendar erros.
Ou ficar encolhida num canto. Também me parece bem.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

let's find our way


Portishead - Roads

Há muito de mim que não vês. Talvez seja eu, que nunca soube mostrar. Talvez seja eu, que à primeira vista pareço uma, e depois não sou bem assim. Talvez devesse ser mais dada a romantismos idiotas, e talvez assim não tivesses dúvidas. Mas não sou de cantar alto o que sinto. Nunca fui.
Ou talvez não duvides de nada e eu esteja a apenas a ver coisas que não existem, porque tive tempo suficiente para racionalizar os teus comportamentos e daí tirar conclusões desajustadas.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

não!

Finjo que não oiço. Finjo que são leves as palavras por que, afinal, anseio. Que não são mais do que breves promessas que soltas ao acaso, insignificantes. Ou com significado, talvez, algum? - mas sem grande dramatismo ou grandiosidade. Porque me assusta essa capacidade de me deixar segura e nos outros momentos - aqueles em que me abandono em devaneios, crises existenciais e escrevo mais um guião para uma estória banal - nesses momentos!, ainda sei que me podes largar.

segunda-feira, 29 de março de 2010

^^

Afinal é possível voltar a cabeça na direcção certa e acreditar.

Aqueces-me o coração com palavras e gestos que não me lembrava que existiam e anuncias-te enfeitiçado (tudo o que queria ouvir, mesmo sem saber). Reanimas uma parte adormecida em mim quando pedes que não te tente - eu não sei do que és capaz. E num mundo em que a desilusão nos consome ainda, compreendemos que não há limites neste lugar.

E os momentos em que a insegurança me assalta são breves segundos quando a luz se apaga e tenho a consciência súbita de que não estás ao meu lado. Esses são cada vez menos, e acabam por se extinguir quando há alguém que nos ensina que a distância não é feita de espaço mas sim de intenção.